Por Davi e Kamilla
O final de mais um semestre chegou, e, para finalizar o nosso blog com chave de ouro, acompanhem a seguir nossa entrevista feita no estúdio de TV da Universidade Católica de Brasília:
Desejamos boas férias e um ótimo 2º semestre de 2008 a todos os nossos colegas de sala, à professora e aos visitantes!
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quinta-feira, 26 de junho de 2008
Vídeo Entrevista
Postado por Davi de Castro e Kamilla Dourado às 17:52 0 comentários
Entrevista com o professor Granjeiro
José Wilson Granjeiro, mais conhecido como professor Granjeiro, é natural de Encanto - Rio Grande do Norte, casado e pai de dois filhos. De origem humilde, veio para Brasília aos 8 anos de idade juntamente com sua família em busca de melhores condições de vida. Tornou-se professor de Direito Administrativo e, hoje, é dono de uma das maiores empresas no ramo de cursos preparatórios para concursos públicos e vestibulares do Brasil, o Obcursos. O Obcursos é uma rede preparatória com unidades em Brasília, Taguatinga, Ceilândia e São Paulo, além de franquias em Goiânia e Teresina - PI. Autor de 19 livros é reconhecido por suas obras, cursos e palestras sobre temas relativos à Administração Pública. Recebeu diversos títulos, medalhas e honrarias, entre esses, o título de Cidadão Honorário de Brasília em 2007. Além do Obcursos, também é proprietário da livraria especializada em livros para concursos, Oblivros, e recentemente inaugurou a Editora Obcursos. O reconhecimento não tardou a vir e o professor Granjeiro tornou-se referência em assuntos sobre concursos públicos, sendo fonte de entrevistas aos principais jornais, rádios, sites na internet e programas de televisão. Já participou de vários programas de Tv, inclusive o Programa do Jô, na Rede Globo.
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Davi: Como é lidar com todo esse sucesso, esse reconhecimento?
Granjeiro: Bem, eu entendo que seja isso mesmo: um reconhecimento ao trabalho que eu tenho feito, um trabalho social, um trabalho de geração de empregos, um trabalho de investimento na cidade, no atletismo, nas carreiras profissionais das pessoas. E, eu lido com isso muito bem, não me sobe à cabeça. Eu sinto que estou ajudando as pessoas a crescerem, o que me faz dormir muito bem. E Deus foi muito generoso comigo, porque Ele me colocou em três atividades que eu amo de paixão: educação, editora e a livraria. São três atividades que este país e o mundo carecem muito, porque é com elas que você leva conhecimento às pessoas. E é o conhecimento que faz as pessoas progredirem, crescerem, melhorarem de vida. Não deixei de ser o professor Granjeiro por isso, continuo na mesma rotina, na mesma simplicidade. Relaciono-me bem com qualquer um, seja do mais alto escalão ao mais baixo.
Davi: A sua agenda está sempre cheia de compromissos. Como o senhor concilia trabalho, eventos sociais, lazer e dedicação à família?
Granjeiro: Na semana, de segunda à sexta, eu atendo todos os convites, e, às vezes eu sacrifico um pouco o convívio com a família para atender efetivamente todos. Mas no final de semana eu recuso qualquer tipo de convite, eu fujo de todo tipo de evento, badalações para ficar com a família. Aproveito melhor em nossas viagens. Hoje, eu faço de duas a três viagens por ano com meus filhos e minha esposa. E nessas viagens a gente fica de duas a três semanas e nos divertimos muito, brincamos bastante. Então, eu consigo conciliar muito bem, também reservo uma parte do domingo à minha igreja.
Davi: Como seus filhos lidam com o fato de ter um pai famoso, grande empresário? E como eles vêem sua história de vida?
Granjeiro: Eles são muito orgulhosos e também sentem um pouco a responsabilidade de continuar este nome, este empreendimento, essa atividade. Eu sinto que eles já começaram a se imbuir desse espírito. Percebe-se que eles têm muito orgulho do pai e fazem questão de usar o sobrenome em qualquer lugar que eles vão. Eles gostam muito do relato dos fatos da minha história de vida e vêem como uma superação, uma força do destino, luta, disciplina. Um homem que foi muito sofrido e que chegou numa certa posição, onde é muito respeitado. Enfim, eles gostam muito dessas histórias e se espelham na minha trajetória.
Davi: E o senhor pretende que eles o sucedam em seus empreendimentos?
Granjeiro: Sim, pretendo que continuem em meus negócios. Na verdade, eu acho que eles serão bem mais sucedidos que eu. É uma tendência das gerações, assim como eu fui bem mais sucedido que meu pai, ele bem mais que meu avô. E meus filhos, com certeza, pela educação que eu dei para eles, o investimento que eu estou fazendo neles é para que tenham sucesso em todas as áreas da vida. O meu filho mais velho inclusive já estuda para isso, essa parte de administração, mercado de capitais, finanças. Hoje, ele já fala fluentemente o inglês, francês e espanhol.
Davi: Quais atributos considera que foram essenciais para vencer na vida?
Granjeiro: Conduta ética, paixão por vencer, honestidade, humildade, espírito de equipe, zelo pelas pessoas, paciência, perseverança e muita fé em Deus.
Davi: Em seus artigos, o senhor enfatiza que a perseverança produz o sucesso e está sempre motivando os concurseiros. Além do mais, o Obcursos apresenta muitos programas de cunho social. Isso tem alguma relação com seu histórico de vida?
Granjeiro: Tem tudo a ver. Eu sinto uma obrigação muito grande de ajudar as pessoas. Eu não sei dizer um não. Então, as pessoas me pedem e de alguma forma eu as ajudo, seja com desconto, com bolsa, com ajuda financeira, uma conversa, um artigo, uma história, uma lição. E eu acho que isso tem tudo a ver com o passado. Na minha trajetória de vida muitas pessoas me ajudaram, então, por conta disso eu me sinto na obrigação de ajudar também. E é isso que eu tenho feito, com meu talento, com minha dedicação, meu estudo, minha preparação.
Davi: A editora Obcursos foi um projeto idealizado há anos, mas só agora se tornou possível. Há outro sonho que o senhor ainda não realizou?
Postado por Davi de Castro e Kamilla Dourado às 17:45 0 comentários
Ausência de Malícias
- As pessoas acreditam no quiserem, eu apenas redijo...
- Quem escreve? Ninguém?
É mais ou menos assim um dos diálogos entre os personagens principais que mais nos chamou a atenção no filme Ausência de Malícias. A trama do filme fez-nos refletir a respeito da influência e importância que o jornalista apresenta através de sua opinião. Eles e nós, futuros jornalistas, temos de ter em mente que nossos textos, seja lá opinativos ou de informação, alcançarão um público muito maior que imaginamos e dentre esse público, teremos pessoas de várias classes sociais, vários níveis acadêmicos e com isso, diversos níveis de persuasão nossos textos obterão na mente de cada um.
Por isso, todo cuidado é pouco, é preciso averiguar os fatos e ter certeza para depois publicá-los e emitir uma opinião. Claro que isso vai depender muito do senso ético e caráter do jornalista; a empresa de mídia para o qual trabalha também muito influenciará. Porém, opiniões precipitadas, e muitas vezes infundadas, podem prejudicar e comprometer os envolvidos no caso, até mesmo os leitores. No filme, nos foi possível acompanhar um caso semelhante. Assim, é imprescindível que se faça uma verdadeira investigação a fim de se ter certeza que as informações prestadas são verdadeiras. É o que chamamos de jornalismo investigativo. Nesse tipo de jornalismo, as fontes serão muito importantes para a confirmação e descoberta dos fatos. Também deve-se ter muito cuidado com a fonte, averiguar as informações por elas prestadas, no intuito de evitar informações falsas.O jornalista tem uma responsabilidade social e é preciso zelar por ela. O impacto que uma matéria pode causar na população pode ser muito grande. Um exemplo disso é o famoso caso da Escola Base, amplamente divulgado pela mídia na época. Os jornais emitiram suas opiniões e conclusões sobre o caso, previamente julgando os suspeitos. Entretanto, quando o caso foi judicialmente concluído, provou-se a inocência dos diretores. De acordo com o site Observatório da Imprensa “um único jornal desconfiou da história e se recusou a dar uma linha sobre a cascata. Quando o caso foi elucidado, houve quem sugerisse que o hoje extinto Diário Popular recebesse, naquele ano, o Prêmio Esso de jornalismo pela não publicação das matérias.” Vemos, com isso, que o jornal referido, por falta de comprovações, preferiu abster-se de emitir seu parecer, já que não é sua função. Após a resolução, foi reconhecido por sua postura e ganhou mais credibilidade da população.
Postado por Davi de Castro e Kamilla Dourado às 17:44 0 comentários
terça-feira, 24 de junho de 2008
Entrevista: Alê Camargo
Por Kamilla Dourado
Animando a própria história
Com roteiro reflexivo e magníficos efeitos visuais em 3D, animador coloca o Brasil, depois jejum de 7 anos, no maior encontro de animação gráfica do mundo.
Na-na-na-na! Quem nunca deu boas gargalhadas com as propagandas do siri da Brahma? Ou quem não se lembra da tartaruga e suas embaixadinhas? Esses são alguns dos trabalhos que compõem o currículo do publicitário por formação e animador e professor por profissão e ainda roteirista, Alê Camargo. Com uma história que ultrapassa os limites da nossa imaginação, o mais recente curta do animador e da 2ª turma Animus – Oficina de animação 3D, Rua das Tulipas surpreende o público e nos leva, literalmente, para além universo nos fazendo pensar sobre os nossos sonhos mais impossíveis. Na escola de animação onde leciona, nos concede uma entrevista e fala do ínicio de carreira, de sua vida, desafios, do premiado Rua das Tulipas e do curta A Ilha sua próxima criação.
Kamilla: Como você ingressou na área de animação?
Alê: Comecei a trabalhar com animação em 1997, mas antes eu trabalhava com outra coisa bem estranha, eu fazia maquiagem de monstros, máscaras. Então fui convidado por um amigo que trabalhava na Vetor 0, uma produtora de São Paulo, a fazer um estágio lá, mas a principio eu recusei e disse ao meu amigo que não sabia nada de 3D e ele insistia para que eu fosse que iria valer a pena. Chegando lá fui muito bem recebido pelo Alceu Batistão, dono da Vetor 0 que foi muito gentil, ele é um dos decanos da animação, um pioneiro no Brasil e a Vetor tem um papel fundamental no crescimento do 3D e hoje é a maior empresa desse ramo na América Latina. Comecei com um estágio não-remunerado, com a condição de não receber nada a não ser que aprendesse e começasse a produzir. Passei um bom tempo lá naquelas máquinas, até porque naquela época as máquinas não eram tão acessíveis como hoje, eram muito caras e não tinha como aprender em casa. Daí aprendi e fui contratado, fiquei na empresa de 1997 a 2002 e trabalhei em várias campanhas, em umas muito legais de cervejas, como aquelas dos animais, do siri e da tartaruga da Brahma, todas eram feitas lá na Vetor 0, não era um trabalho meu, era um trabalho de equipe e foi uma grande chance aprender com pessoas mais experientes.
Kamilla: Há quanto tempo você trabalha com o 3D aqui em Brasília?
Alê: Cheguei aqui em Brasília em setembro de 2006 a convite do Mário Lelis o dono da OZI – Escola de Audiovisual de Brasília, para dar o curso de animação gráfica, mas na verdade a minha formação é publicidade e o mercado da animação aqui no Brasil é voltado para essa área.
Kamilla: Nesses 11 anos de carreira qual foi o melhor momento?
Alê: Sem dúvida foi ter vindo para Brasília e começar a trabalhar na OZI.
Kamilla: E o pior?
Alê: Por sorte não tive piores momentos, o pior momento se posso dizer assim foi quando sai da Vetor 0 e comecei a fazer freelancer, porque o ruim de trabalhar com freelancer é que apesar de fazer um trabalho para o mês inteiro você não sabe se vai ter trabalho para o próximo, você sempre fica naquela expectativa de encontrar outro trabalho.
Kamilla: Você é professor, roteirista, produtor, diretor. Dá pra conciliar tudo? Uma função complementa a outra?
Alê: Sim, uma complementa a outra e tudo faz parte de uma mesma função. Eu não me considero apenas professor ou diretor, tudo faz parte e uma coisa ajuda a outra, estou conseguindo fazer um pouco de tudo e a maneira que ensinamos aqui na OZI é voltada para a prática, então não é algo que eu possa fazer se não souber.
Kamilla: Dizem que todo animador tem uma mania de criança, é verdade?
Alê: Com certeza, absolutamente. Você pode ver isso pelos bonecos em cima dos computadores. Ser animador é muito legal se você tiver essa coisa de ser criança, você não pode chegar com uma cara sisuda, todo sério dizendo que é um animador, isso não existe. Um animador tem que ter a capacidade de rolar no chão se precisar, porque o animador também é um ator, na verdade quando você anima você atua através de um personagem, é interessante porque aqui na OZi cada personagem que um aluno anima vai criando uma semelhança com seu animador, é bem engraçado, depois de um tempo eu consigo ver um filme e saber quem animou que parte, pois se você faz seu trabalho corretamente você nota nos gestos dos seus personagens os seus próprios gestos.
Kamilla: Os filmes de animação são voltados basicamente para o público infantil?
Alê: Há o mercado brasileiro e a animação. O mercado brasileiro é voltado para o público infantil, mas a animação pode ser usada para qualquer tema, pois ela é muito mais vasta que apenas algo para crianças. Eu adoro filmes de criança quando são bem feitos, mas a gente não pode limitar o potencial do meio, é como falar que cinema é só para adulto. Falar que animação é só para criança é coisa de momento, pois no Brasil não há filmes de animação para adultos. Se você pegar, por exemplo, Persepólis, um filme de animação francês vai ver que ele conta a história da infância de uma diretora no Irã, é uma história triste e totalmente feita para adultos. A animação é muito acessível, muita gente gosta, é legal usar a animação como ferramenta para contar uma história, a sua história.
Kamilla: É um trabalho muito detalhista. Não é cansativo?
Alê: Eu sou suspeito para dizer, mas para mim é um grande prazer ficar dias trabalhando em uma cena. Muitas pessoas têm a sensação de que animação é uma coisa fácil, animação é difícil, mas é legal! É um trabalho muito detalhista que exige muito do profissional, por isso é bom que você adore o que faz, porque não vai ser fácil. As pessoas confundem animação por computador com animação de computador, ele sozinho não faz nada, você que faz ele é só uma ferramenta.
Kamilla: Como é o mercado de animação aqui em Brasília e no Brasil para quem deseja ingressar na profissão?
Alê: No Brasil 90% do mercado é voltado para a publicidade, têm surgido algumas oportunidades com web e aos pouquíssimos vêm surgindo longas-metragens, seriados para TV. Para quem está começando o melhor mercado é mesmo o publicitário, no Rio de Janeiro e em São Paulo é onde se concentram as maiores produtoras então é mais fácil começar por um lugar desses. Em Brasília tem algumas produtoras no Brasil para quem deseja ingressar na profissrofissionale saber quem animou o que pessoas mais experientes.e o mercado é emergente com grande potencial de crescimento e já tem algumas opções de trabalho.
Kamilla: Você está trabalhando em um seriado que vai ser exibido na TV ESCOLA...
Alê: Sim, mas por enquanto não podemos dar muitos detalhes,
Kamilla: Mas é sobre a vida de Santos Dumont, não é?
Alê: É, ainda não tem título definido, mas deve estrear somente em 2009. Eu estou trabalhando como coordenador da parte 3D e a OZI está com uma equipe de dez pessoas talvez mais trabalhando só no 3D, em fulltime, em qualquer momento do dia ou da noite você pode encontrar alguém trabalhando na produtora, está sendo uma forma de aproveitarmos o talento do pessoal que estuda com a gente, escolhemos os melhores das turmas, os alunos que se destacam no curso.
Kamilla: “Rua das Tulipas”, o filme da 2ª turma ANIMUS foi selecionado para o SIGGRAF 2008. Qual é a sensação de estar participando do maior encontro de animação do mundo?
Alê: É fantástico, desde 2002 o Rua das Tulipas foi o único curta brasileiro a ser selecionado. É muito difícil entrar, eles têm um limite de tempo de duas a três horas para ver o que há de melhor no que eles encontraram, pelo pouco tempo, eles dão preferências à curtas de 30 segundos e o Tulipas tem 10 minutos! Então é incrível, é um sinal de que alguém lá dentro gostou muito dele. A gente tenta explicar para os Tulipas (assim são chamados os alunos que animaram o filme) a importância disso, mas profissionalmente é muito bom saber que alguma coisa estamos fazendo certo e as pessoas estão gostando.
Kamilla: Você pode falar algo do curta da 3ª turma da OZI?
Alê: Todos os filmes produzidos na OZI são bem diferentes um do outro, porque é muito fácil fazer Calango (filme da 1ª turma) II, III porque ele fez algum sucesso e teve um ótimo desempenho, então a tentação é repetir a mesma coisa, mas a gente se policia para não fazer isso. O Calango era mais estilo Tom e Jerry, o Tulipas mais contemplativo, reflexivo, o A Ilha é uma comédia com situações bem estranhas. Gosto muito de contar a história de um personagem, no A Ilha o protagonista será o Edu e ele vai ser mostrado na maior parte do filme, então vai ter muita animação com ele e está ficando bem engraçado, bem característico, acho que as pessoas irão gostar. Estamos fazendo os últimos arremates em uma semana e depois vêm a música, os efeitos sonoros, mas deve estrear em um mês.
Kamilla: Há alguma ferramenta ou tecnologia diferente das usadas nas produções anteriores?
Alê: Na verdade não, mas a gente tem que se aprimorar. No Calango até por falta de experiência da minha parte de lecionar para turmas grandes, fizemos algo sem muitos efeitos especiais, mas com o tempo a gente vai se acostumando com o ritmo dos alunos e assim sempre forço mais do que na turma anterior. Uma grande diferença do Rua das Tulipas para o Calango foi o tempo que gastamos fazendo exercício de animação que foi maior para o Tulipas e isso reflete nos filmes, o Tulipas é mais sofisticado, tem uns efeitos e alguns momentos mais reflexivos, no A Ilha temos ainda mais tempo de animação.
Kamilla: O “Rua das Tulipas” nos faz refletir sobre sonhos que são grandes demais, o roteiro foi escrito por você, isso surgiu de alguma experiência pessoal?
Alê: O Tulipas surgiu de uma história que escrevi quando tinha 12 anos, então tem a ver com sonhos de criança, especificamente de menino de construir uma nave e viajar para outro planeta. Tem muito de mim nessa história, isso de ter a capacidade de com o seu talento e habilidades criar uma maneira de melhorar a vida, isso é muito pessoal, professor Paulino (personagem do filme) não sou eu, mas a sensação é. Muita gente me pergunta para onde ele foi, eu não sei, não me importa, tem muita gente que fica frustrada com o final do filme pois fica em aberto, mas isso é parte da proposta para cada um soltar a sua imaginação e definir o que aconteceu, se uma pessoa parar para pensar sobre isso então consegui o meu objetivo. Fiquei muito feliz quando apresentei o projeto e vi que muitas pessoas queridas, inclusive grande parte dos Tulipas se identificou com essa coisa de sonhar e fazer a diferença, não deixar a vida passar e fazer algo importante com ela, porque as vezes você fica mais velho e diz que não tem mais idade para fazer coisas, como por exemplo, aprender a mergulhar, isso é uma bobagem, a gente sempre tem idade para virar a mesa e fazer o que quiser. Eu fiquei muito feliz quando estreou o filme e a gente recebeu uma mensagem de uma conhecida dizendo que o filme a tocou, pois ela ainda tinha sonhos que queria realizar. É fantástico!
Kamilla: A sua esposa também trabalha na área...
Alê: Trabalha, ela é artista plástica, mas de uns tempos para cá começou a mexer com animação. Terminou o 1º curta no início do ano e ele foi para o Anima-Múndi e está concorrendo com o Tulipas. A animação é algo contagiante, todo mundo que chega perto gosta e começa a animar porque é muito legal, é divertido.
Kamilla: E quase não há mulheres trabalhando com animação...
Alê: Não sei o porquê, até acho um absurdo, mas aos poucos está mudando de figura. No Tulipas tinha somente uma garota na turma, agora já são cinco animadoras. Eu acho que as mulheres são mais cautelosas e não vão entrando de cara em um curso que acabou de chegar em Brasília, elas querem ver se vai funcionar, acho que é isso. Mas eu tenho amigas que trabalham na área há mais tempo do que eu, são minoria sim mas está mudando.
Kamilla: De todas as suas produções teve alguma que deu mais trabalho, mas que no final você olhou e viu que valeu a pena?
Alê: Todo curta tem problemas específicos é impossível dizer que teve uma que deu menos ou mais trabalho, sempre tem problemas novos, mas a gente sempre consegue resolvê-los, mas ai tem outra etapa que a gente sente falta dos problemas, ai acaba o trabalho fala ‘Acabou, o que eu vou fazer amanhã?’
Kamilla: Você arriscaria dizer que tem um preferido?
Alê: Impossível, é como escolher um filho preferido porque todos são filhos da gente, cada um tem a sua característica, suas vantagens e desvantagens, não tem como dizer qual gosto mais. Arrisco dizer que penso sempre mais no próximo, não que ele vai ser melhor que o anterior, mas a gente sempre tenta se superar.
Kamilla: O que você sente quando vê seus alunos seguindo os seus passos e se lançando em produção independente?
Alê: Muito orgulhoso, é fantástico e sempre estou á disposição para quando surgir alguma dúvida. Tenho visto vários projetos acontecendo e é incrível vê-los trabalhando por conta própria, contando suas próprias histórias.
Postado por Davi de Castro e Kamilla Dourado às 17:26 1 comentários
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Final de semestre e seus dilemas
Na Universidade Católica de Brasília (UCB), o 1º semestre letivo de 2008 encerra suas atividades no dia 29 de junho e com isso, acelera o ritmo das atividades tanto para professores quanto para alunos. O final de semestre pode se tornar um alívio ou uma angústia, sempre com uma pitada de estresse.
“Trabalhos acumulados, resenhas de várias disciplinas, livros para ler, e muitas provas numa mesma semana, fora meu serviço o dia todo”, é assim que define seu final de semestre a estudante do 5º período de Administração da UCB, Jussara Rodrigues. Essa afirmação representa a opinião de uma boa parcela dos estudantes que foram entrevistados na instituição de ensino. Dessa forma, o fim do calendário acadêmico acaba se tornando uma verdadeira “dor de cabeça”, pois é o momento do tudo ou nada. A hora de realmente recuperar o tempo e as notas perdidas em busca da aprovação é essa. “É um estresse total, mas o esforço é inevitável para não se perder todo o semestre”, afirma Inês da Silva, estudante do 6º semestre de Administração.
Para o professor Lunde Braghini, do curso de Comunicação Social da Universidade, toda a correria alegada pelos estudantes se dá “porque eles deixam tudo para a última hora”. Outro motivo alegado pelo professor é que “a maioria são estudantes, não estudiosos. Essa é a grande diferença. Estudantes buscam apenas o feito em si, por exemplo, entregar o trabalho. Isso é o que mais me entristece”. Já para o professor do curso de filosofia, Sérgio Dela-Sávia, “a reta final é sempre angustiante por ser muito trabalhosa. É uma questão de gerenciamento de tempo, é preciso conciliar os estudos com as atividades paralelas para não acumular tarefas”. Enfim, para os que se dedicam com afinco desde o início do semestre, o fechamento se torna menos estressante.
O alívio vem após a entrega das notas, sobretudo, para os que estão finalizando o curso. “É uma vitória a conclusão da graduação, pois em cada período passamos por uma dificuldade diferente e despendemos bastante tempo, dedicação e dinheiro. Para a carreira profissional também é um grande passo, porque experiência não é tudo, estudo sim”, afirma Kátia Baldez, estudante do 8º semestre de Ciências Contábeis.
Postado por Davi de Castro e Kamilla Dourado às 16:09 0 comentários
terça-feira, 13 de maio de 2008
Justiça aceita recurso do Banco do Brasil
Seleção pública prossegue normalmente
Na última quinta-feira (8) o Banco do Brasil havia entrado com recurso contra a liminar que suspendia o concurso público de 2008. Após análise, o Juiz da 4ª Vara Cível do TJDFT emitiu parecer favorável ao banco, considerando que não havia obrigatoriedade de convocação de candidatos aprovados no último concurso por constar no edital de 2006 que as vagas seriam para preenchimento de cadastro reserva.
Após a decisão judicial, o concurso retorna em pleno vapor. Nesta terça-feira, dia 13, a instituição realizadora do certame, o CESPE, divulgou os locais de provas. A prova realizar-se-á no próximo domingo (18) nas cidades de Brasília, Taguatinga, Gama e em Sobradinho. Para aqueles que chegaram a diminuir o ritmo dos estudos, é hora de voltar com tudo e aproveitar o pouco tempo que resta.
Postado por Davi de Castro e Kamilla Dourado às 17:39 0 comentários
sábado, 10 de maio de 2008
Liminar suspende concurso do Banco do Brasil
Por Davi de Castro
Ação judicial paralisa a seleção pública alegando omissão com candidatos aprovados em concurso anterior
Na última sexta-feira, 2 de maio, a 4ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios concedeu liminar suspendendo o processo seletivo do Banco do Brasil cujo edital foi lançado em março deste ano. O motivo da suspensão é a não nomeação de muitos aprovados na seleção realizada em 2006, pois ainda está em vigência o prazo de validade do certame anterior. O edital anterior tinha como objetivo a formação de cadastro reserva para uma média de 5 mil classificados.
A prova do concurso de 2008 estava marcada para o dia 18 de maio, porém, até o julgamento da ação, o concurso encontra-se paralisado. Se o julgamento for a favor da seleção de 2006, os aprovados terão até julho para serem convocados.
“Nós, aprovados de 2006, não queremos o mal dos inscritos do concurso de 2008. Apenas queremos que nosso direito seja assegurado e que justiça seja feita”, afirma Melissa Stefany, aprovada no último concurso. Em contrapartida, Pedro Rios, candidato ao concurso de 2008, afirma: “A atitude do BB (Banco do Brasil) está perfeitamente dentro da legalidade, afinal fica a critério do órgão a prorrogação ou não do prazo de validade. Podem espernear à vontade. Se o banco está realizando outro concurso é porque busca pessoas realmente preparadas, não apenas que obtiveram a medíocre nota mínima para ser classificado”.
Recurso
Nesta quinta-feira (8) foi divulgado em nota oficial pelo Cespe que o Banco do Brasil entrou com recurso na mesma vara para a cassação da liminar. O recurso já está nas mãos do desembargador que decidirá o caso.
De acordo com o informe divulgado pelo Cespe, o Banco do Brasil espera dar prosseguimento à seleção externa. Portanto, os candidatos devem ficar atentos, se for o caso, à publicação da nova data de realização da prova.
Postado por Davi de Castro e Kamilla Dourado às 05:42 0 comentários
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Ministro da Saúde não comparece a Congresso da Universidade Católica de Brasília
Aconteceu nesta sexta-feira (18), a abertura do Congresso Internacional de Educação Física e Qualidade de Vida, na Universidade Católica de Brasília. O evento conta com a participação de alunos de outros estados e de palestrantes da Alemanha, Dinamarca e Portugal.
Porém, o fato de maior atenção da noite foi a falta do Ministro da Saúde José Gomes Temporão, que ministraria umas das 2 conferências nacionais do evento. Em seu lugar compareceu a Drª. Danielle Keyla Alencar Cruz da Coordenadoria Geral de Doenças e Agravos Não-Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde, que iniciou a sua fala apresentando desculpas em nome do ministro que também parabenizou a universidade pelo evento, mas que não pôde comparecer por compromissos relativos as ações de combate a dengue. Em seqüência a Drª. Danielle introduziu os conceitos de modernidade e ciência, em referência ao tema da palestra, “Agravos à saúde, ciência e modernidade” e afirmou, “A ciência é a égide da modernidade e para ela são voltados todos os questionamentos”.
É a primeira vez que o curso de Educação Física realiza um evento desse porte, afirma Dr. Francisco Martins da Silva, diretor do curso de Educação Física que ainda ressalta, “O Congresso Internacional de Educação Física e Qualidade de Vida engrandece e edifica a Universidade Católica de Brasília e seus alunos, como também aos demais estudantes de Educação Física do Distrito Federal”.
O encerramento do Congresso será no dia 21 de abril com a premiação dos melhores trabalhos apresentados pelos alunos.
Postado por Davi de Castro e Kamilla Dourado às 16:20 0 comentários
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Estudantes da UCB recorrem a financiamento para custear graduação
Os chamados créditos universitários oferecem suporte a quem não tem muitos recursos ou que está numa situação não muito confortável. Na Universidade Católica de Brasília (UCB) são oferecidos dois tipos: o Fies, em vigor desde 1999, e o Crédito Pravaler, que iniciou em 2008. Por meio de análise de crédito e renda, os interessados concorrem ao financiamento.
O Fies, Financiamento Estudantil, é de incentivo do Governo Federal e oferece financiamento de 10 a 50%, com juros que variam entre 3,5 e 9,5% ao ano. Já o Crédito PraValer, oferecido pela empresa privada Ideal Invest, tem juros de 3,8% do valor contratado. A diferença primordial é que no Fies o aluno só paga o financiamento ao término do curso e tem preferência as pessoas com menores condições financeiras por meio de análises, e no PraValer, o aluno paga por mês metade do valor da mensalidade com um pequeno acréscimo e, com isso, duplica o número de mensalidades.
Por ter mais tempo no mercado, o Fies adquiriu mais confiança dos estudantes, tanto que o número de adeptos na Universidade Católica é muito maior que o do PraValer. De acordo com dados do setor financeiro da instituição de ensino, o Fies conta com uma média de 700 alunos participantes e o Crédito PraValer, apenas 30.
A Universidade Católica tem incentivado seus alunos a aderir a esses créditos e muitas campanhas publicitárias foram feitas em prol desses programas. “O número de inadimplentes diminuiu bastante após o aumento de adesões a esses financiamentos”, afirma Mauro César, assistente do setor de atendimento financeiro da universidade. Com isso, a instituição de ensino e os alunos são beneficiados, dando mais estabilidade a ambos. Apesar de apresentar taxas nem tanto generosas, o sucesso apresentado por esses financiamentos se dá pelo pagamento a longo prazo, que é motivado pela esperança de que a graduação trará melhores condições financeiras, permitindo, assim, o quitamento da dívida.
Postado por Davi de Castro e Kamilla Dourado às 19:59 0 comentários
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Orkut, o fenômeno
De mera curiosidade à fonte de informação, o Orkut tornou-se popular entre os jovens. Com mais de 50% dos usuários brasileiros e jovens de até 25 anos, a rede de relacionamento virtual já é fenômeno no país.
De acordo com dados estatísticos oficiais do próprio site, cerca de 54,3% dos participantes são brasileiros. Toda essa popularidade se revela como reflexo das vantagens oferecidas aos usuários: comunicação instantânea e gratuita, possibilidade de reencontrar pessoas, fazer novas amizades, “espiar a vida alheia”, compartilhar e debater hobbies, notícias, idéias, pessoas e até encontrar o par perfeito. Principalmente entre os adultos e idosos, a chance de encontrar o “coleguinha” de infância, os amigos do ensino médio, a galera da bandinha de rock da adolescência ou os colegas de faculdade, são as razões que mais os incentivam na criação de uma conta na rede.
Outro dado caracterizador do Orkut, de acordo com suas estatísticas, é a faixa etária predominante: uma média de 61,53% dos participantes são jovens entre 18 e 25 anos. A página de relacionamentos se tornou o canal de comunicação da juventude e o intercâmbio entre culturas e ideologias, enfim, tem marcado essa geração estampando uma nova cultura midiática. Juliana Toledo, 24 anos, jornalista, considera que o acesso freqüente pode ser viciante. “Me considero uma. Já fui de ficar on-line quase 24 horas por dia, atualizando de 10 em 10 minutos a página. Hoje uso com moderação. Em janeiro de 2008 cancelei minha conta, mas retornei no final de março”, afirma. E o fundamental no Orkut para muitos é poder saber da vida alheia. Vasculhar recados, olhar as fotos e vídeos e analisar as comunidades são ferramentas que ajudam a investigar a vida dos outros e traçar perfis psicológicos. “Sempre acabo descobrindo tudo. Felizmente ou infelizmente ainda não houve nada que procurei e não encontrei. Passo horas no Orkut procurando brechas nos perfis de amigos, colegas e paqueras para ver se descubro algo”, declara Renata Celeste, 21 anos, consultora de viagens.
Contudo, nem só benefícios traz o Orkut. Por isso, seu uso moderado é o recomendado. Para aqueles que namoram, é bom ter muito cuidado para não ter seu relacionamento enfraquecido. “Conheço vários casos de términos de namoro por causa de ciúmes por perfis do Orkut”, diz a jornalista. Já a consultora de viagens, Renata, já foi uma das vítimas: “Meu maior problema foi com meu ex-namorado. Ele dava 7 crises de ciúmes por semana, tudo por causa dos recadinhos que eu recebia, principalmente os de “eu te amo” entre amigos. Ele insiste em dizer que não aceita. Aliás, aceitava, porque ele agora passou a ser ex! Enfim, um dos principais motivos de nosso rompimento foi o Orkut.”, explica.
Davi de Castro
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Postado por Davi de Castro e Kamilla Dourado às 13:49 0 comentários
quinta-feira, 13 de março de 2008
Gênesis...
Por Davi e Kamilla
No princípio criou Davi e Kamilla o ParadoXXus; o Paradoxxus era vazio e sem forma, e não havia códigos html em sua configuração [...]
Nós, estudantes do 2º semestre de jornalismo da Universidade Católica de Brasília, na aula de Comunicação Digital, ministrada pela professora Ana Galluf, criamos esse blog no intuito de expor criticamente nossa opinião e aperfeiçoar o aprendizado através da prática.
Com isso, criamos o paradoXXus, um espaço para discussões, críticas e comentários sobre os assuntos mais relevantes da mídia e, principalmente, sobre a comunicação digital, tão presente em nosso dia-a-dia. Tudo isso através de uma linguagem jovial, simples e PARADOXAL.
Agora, é a sua vez. Deixe-nos um comentário! Até o próximo "post"...
Postado por Davi de Castro e Kamilla Dourado às 17:40 1 comentários